Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O sangue que escorria nas frontes durante as batalhas, impedia os KOMNENOS, imperadores bizantinos, enxergarem o que se passava nas suas administrações; então, eles buscavam ajuda nas suas mulheres para cobrir a deficiência. A primeira da dinastia, Ana Dassena (1025-1102), vinda das margens do Eufrates, fez a tarefa e deu exemplos para as seguintes. “A prudente Senhora A. D. / excelente por suas obras e costumes”, versejou Kafávis. Isto não impediu o linchamento do bisneto Andronikos I. Corrido o tempo, o K. mais conhecido foi palhaço na Itália (o Totó, 1898-1967); e obscuramente floresceu nas montanhas da Geórgia o ramo Andronikashvili (vindo do rei linchado). Os Andronikashvili durante a Revolução de Outubro fugiram para o Oeste. A princesa SALOMEA NIKOLAIEVNA (1888-1982) pulou para a França, esteve nos EUA e assentou-se na Inglaterra. Casou-se com Galperin, amigo de Kerenski. Conviveu com Tsvetaeva, Akhmatova, Mandelstan, “sir” Isaiah Berlim, etc, etc. Mesmo assim ela não perdeu o sentimento de culpa, por ter enviado uma carta ao irmão Jesse, e ele ter sido descoberto e fuzilado pelo georgiano Djugashvili (Stalin) em 1937.

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