Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

“Uma terra sem povo, para um povo sem terra”. A frase não é dele; mas, o inglês ISRAEL ZANGWILL (1864-1926), filho de sobreviventes dos pogroms russos, passou a vida procurando solução para a questão judaica usando este brocado. Ele admitia até recriar a pátria em qualquer território vazio. Preocupava-se também com o sufrágio feminino, a assimilação, o pacifismo, dentre outras coisas. Defendia as suas ideias através da literatura. Era muito engraçado e uma de suas maiores criações, é o orgulhoso schnorrer (mendigo) sefaradi Manasseh Bueno Barzilai Azevedo da Costa. Como medir o seu prestígio entre os judeus do Brasil? Simples, basta entrar no Cemitério Israelita do Butantã, e verificar que entre os inumeráveis utentes de nomes veterotestamentários (Abraão, Jacó, Isaac, Moisés, etc) que ali estão; há também os ZANGWILLS (o apelido familiar usado como prenome em sua homenagem) nas famílias Chasin, Cuperman, Gendel, Gherson, Glinoe, Grinberg, Grunberg, Koutchouk, Lewenthal, Pelcerman, Raskin, Scharff, Wajsfeld e Zatz. Mr. Zangwill morreu num dia como hoje (01/08).

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