Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

“Please, you have phosphorus?” Perguntou o estranho ao maquinista Lousada que apeara do trem (comboio) noite adentro. Amedrontado ele virou-se e viu apenas uma caveira vestida formalmente, como descreveu mais tarde. Minha porção Ashaverus, quando criança, viveu alguns meses em Botujuru. Algumas vezes subi a montanha próximo ao túnel com o nosso Pai, durante o turno do Sol, o que nos afastava do fantasma inglês. Mas, ouvíamos a mesma história: o chefe da conserva era o engenheiro inglês H. J. BEEG, seco e intolerante com os empregados. Em 23 de abril de 1898 ele passou do tom e o carpinteiro Madaloni. o matou ali na beira do túnel. Argumento suficiente para a empresa desistir de contratar novos funcionários nativos, espanhóis e italianos, optando pelos portugueses; mas, o fantasma não foi avisado e ficou naquela parvoice de espantar a quem passa pela boca do túnel. Há pouco tempo estive com minha irmã Sara em Botujuru. Parece que o fantasma deixou de fumar.

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