Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O que será mais rendoso: apontar lápis ou publicar um livro? Talvez publicar um livro. Mas que assunto? Por que não algo entranhado no Homem, pegar uma imagem arquetípica e transformá-la em estórias contemporâneas. Que tal mitos de homens criados por animais: Rômulo e Remo sustentaram um império; Hayy ibn Yaqzan, de Abentofail, trouxe uma pulga a orelha de gente como Defoe e Espinoza; Mowgli, de Rudyard Kipling, deixou milhares de escoteiros insones (…). Foi com estas ideias que EDGAR RICE BURROUGHS (1875-1950) demitiu-se da fábrica de lápis (ele não parava em nenhum emprego), comprou uma resma de papel e meteu-se a criar o seu personagem. A estória chegou fácil: um casal de nobres ingleses (os Greystokes) são abandonados na costa da África. Sobrevive apenas o filho, John Clayton, III, que será criado por macacos e recebe o nome de Tarzan. A partir daí escreveu 24 livros, virou personagem cinematográfico, ganhou muito dinheiro, foi plagiado, etc, etc. Num dia como hoje (27/08) foi publicado a primeira estória de Tarzan. Era 1912.

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