Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 9 de agosto de 2014

Nossa Mãe pegava minha mão direita e fazia cócegas na palma procurando: “cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu. Cadê o gato? Foi pro mato (...)”. É uma parlenda que se perde na infância dos Homens. Há também modernas e com autor conhecido: “(...) Era uma vez dez meninas / de uma aldeia muito probe. / Deu o tranglomango nelas / não ficaram senão nove (...)”. O poema segue assim até desapareceram as dez meninas por razões diferentes e reaparecerem no final. É o Surrealismo com toda a força em Portugal, mas, construido com elementos da tradição popular, inclusive na linguagem. O autor destas linhas deliciosas é MARIO CESARINY (1923-2006), também pintor, que deve ter se inspirado nas brincadeiras infantis com a Mãe; pois, Viriato, o pai, fugiu para o Brasil. Feliz aniversário (09/08), Sr. Mário Cesariny. O poema inteiro: http://www.youtube.com/watch?v=jphI_hHqs7U

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