Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Nos anos Quarenta deu-se uma campanha para que pessoas abastadas e sociedades doassem aviões para aeroclubes de sua região. Ela foi criada pelo empresário ASSIS CHATEAUBRIAND (1892-1968), talvez o maior empreendedor que o Brasil já produziu, que, percebendo o avanço da Grande Guerra, criou a Campanha Nacional da Aviação (CNA) para formar pilotos e tornar natural a presença do avião. Os aeroclubes que eram 40, tornaram-se 400. Foram adquiridos mil aviões, um deles em Recife doado pela comunidade judaica. A comunidade local arrecadou o dinheiro suficiente e comprou um deles. Mas que nome dar a aeronave? Tinha que ser um personagem que fosse lembrado por seus valores morais, pernambucano e que tivesse identidade com ela. Não foi preciso procurar muito: JOAQUIM NABUCO (1849-1910), o Abolicionista (por razões morais) e descendente do minhoto Shemtov b. Abraham (na época não se sabia disto) foi o escolhido. Hoje é o seu aniversário (19/08), cumprimentos, Sr. NABUCO.

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