Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Não adianta olhar para o chão, pois há estradas invisíveis que nos conduzem, não, para onde queremos ir; mas, por onde chegaremos ao Jardim. Pense no caso do capitão CÂNDIDO MANOEL QUINTANA, que, nascido no Rio de Janeiro, estudou medicina; cuja parte mais importante de sua existência foi vivida na Guerra do Paraguai. Durante a “retirada de Laguna” é o médico que diminuiu as mortes dos soldados em retirada, onde numa coluna de três mil, restaram 700. Dos doze médicos da Coluna sobreviveram, o capitão Gesteira e ele. No final da guerra é incorporado a uma unidade militar em Alegrete; onde casou-se, teve filhos e pode gozar um pouco de sossego na fronteira, enquanto esperava os bárbaros. MARIO (1906-1994), neto do Capitão sonhou viver o heroísmo do Avô. Estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, onde foi contemporâneo de três futuros Generais-de-Exército (Geisel, Médici e Santos), porém é forçado a dar baixa da escola. Ele não se conformou, apresentou-se como voluntário no 7º de Batalhão de Caçadores, e em 1930, foi um dos cavaleiros que amarraram os cavalos no Obelisco carioca. A carreira não pode prosseguir por problemas de saúde. Só restou-lhe escrever poemas por décadas: “E eu que desejava tanto que minha biografia / terminasse de súbito / simplesmente: / “Desaparecido na Batalha de Itororó!” (...)” IMAGEM: Mario Quintana, poeta.

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