Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Hoje (26/10) é aniversário do antropólogo DARCY RIBEIRO, nascido em Montes Claros (1922-1997), neto do major SIMEÃO RIBEIRO DOS SANTOS (1847-1901), de uns R. S. que vieram de uma aldeia atrás do mar para viver naquele...s ermos (Nas suas palavras). “Os R. S., ao contrário dos Silveira, NÃO SÃO GENTE DE IGREJA (meus grifos), enricam fácil e gostam de odiar-se uns aos outros. Têm orgulho de si mesmos como antigos garimpeiros e contrabandistas de diamantes”. A sua educação foi sertaneja (sempre nas suas palavras): “Minha avó... não era de doçuras, mas tinha muitas amigas, era cordial e gostava de ouvir velhas contadeiras de histórias em relatos longuíssimos. (...) RECORDO-ME DE UM LONGO CONTO SOBRE O REI D. SEBASTIÃO, MORTO PELOS MOUROS, MAS ENCANTADO.... A principal dessas contadeiras, SINHÁ SARA (meus grifos), tinha noite e hora marcadas para atender a sua clientela”. Tive muitos problemas para reconhecer a importância de Darcy na cultura nacional. O seu comportamento flamboyant, a preocupação com temas que não levo a sério (pedagogices e latinices), deixava-me extremamente desconfiado de sua honestidade intelectual. Duas coisas fizeram que eu quebrasse esta resistência ao seu trabalho, o livro de memórias, e principalmente o discurso (ele não era um bom orador) no sepultamento de Glauber Rocha em 23 de agosto de 1981. Passei a gostar do personagem. Ouça Darcy e conclua per si. https://www.youtube.com/watch?v=aKjAovc7YC4

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