Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

COMO ERA CELEBRADO O YOM KIPPUR (“DIA GRANDE”) ENTRE OS DESCENDENTES DE CRISTÃOS-NOVOS DO NORTE/NORDESTE PORTUGUÊS NO SÉCULO PASSADO (CIRCA 1920) – II PARTE “(...) No fim do dia, a aparição das primeiras estrelas, quebram o jejum com uma cerimônia curiosa, que consiste em mastigar sucessivamente três bocados de pão, sem o engolir, deitando-os em seguida no fogo e recitando as orações: 49 ‘Bendita a estrela de Adonai, Tudo o que peço, Senhor, me dais, Bendita a estrela, bendita a companhia, Bendito o Senhor que a guia, Já é hora, já passa de hora”. 50 “Louvado seja o Senhor que te criou, Do centro da terra te deitou, O Senhor me faça a minha alma Tão limpa e tão clara como tu és. (Um a um mastigam-se os três pedaços de pão que se deitam depois no fogo dizendo) Deixa-me fazer, como fizeram os nossos irmãos Na Terra Santa da Promissão Louvado seja o Senhor que da erva fez pão, Deita-me o Senhor a sua santa e divina benção. (Quando deitam os três bocados de pão no fogo dizem assim) Fogo de Samuá, tome-o lá!” Com esta cerimônia acaba o jejum, comendo-se depois a refeição preparada de véspera, que não deve comer carne alguma, pela razão já explicada (...) Actualmente, porém, embora continuem a exercer as suas práticas religiosas judaicas em segredo, já os vizinhos conhecem perfeitamente o dia em que os seus concidadãos “judeus” fazem o jejum e, em certas localidades, espreitam-nos nesse dia e fazem troça deles. Contam os cristãos-novos que, na Covilhã, nos bairros populares, o populacho costuma ir no dia de “Kipur” gritar, nas casas dos “judeus” para fazer troça do jejum: - Ó minha mãe, já nasceu a lua dá cá batata crua (...)”. SCHWARZ, Samuel. Os Cristãos-novos em Portugal no século XX, pp. 32, 71 e 72

Um comentário:

  1. Caro Paulo,tudo bem?estou fazendo minha arvore genealógica e preciso de sua ajuda,sou da Familia Ignacio da Silva;cuja origem é Ilha da Madeira,e radicada na Bahia a partir do século 18,nas Cidades de Cachoeira e Ipirá sertão da Bahia;por gentileza teria como você fornecer para mim a genealogia de Manoel Thomaz Abravanel falecido na Ilha da Madeira ate o seculo18?e a genealogia de Jonas Abravanel casado com Esther Soeiro até o seculo18 e se eles também deixaram descendentes na Iha da Madeira?eu queria saber se Manoel Thomaz Abravanel deixou descendentes na Iha da Madeira,obrigado e tudo de bom.

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