Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Como encontrar informações sobre o banqueiro Aguado? E sobre o PM (primeiro-ministro) Mendizabal? E Cansinos-Asséns? Na era pré-WEB era difícil encontrar dados vitais de pessoas não-dicionarizadas. Minha solução para o problema foi mandar cartas a cidades onde estas pessoas viveram e depois aguardar o resultado. Com Cansinos-Asséns também foi assim, procurei, procurei e só tive como saída mandar uma carta. Não imaginava encontrar ninguém; mas, troquei linhas com o seu filho temporão, Rafael Manuel, nascido quando o pai tinha 76 anos. O sevilhano Rafael María Juan de la Cruz Manuel José Antonio de la Santísima Trinidad Cansino y Asséns, aliás, RAFAEL CANSINOS-ASSÉNS (1882-1964) foi um tradutor de mão cheia. Verteu, dentre outras línguas, diretamente do russo, do hebraico, do árabe (…). Conhecia profundamente o cante jondo e ensinou ao Duque de Hornachuelos. Criou uma escola literária: o Ultraísmo. Foi condenado ao ostracismo durante o franquismo. Era um homem bonito, basta dizer, que a sua prima mais famosa foi Rita Hayworth. Já que lembrei Jorge Luis Borges ontem (a quem ele iniciou na cultura judaica), é dever lembrá-lo hoje. IMAGEM – Rafael Cansinos-Asséns (com o chapéu nas mãos). O gordinho de má catadura atrás do barbudo é J. L. B.;

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