Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Coleciono dedicatórias publicadas por autores nos seus livros. Ela é a moeda do escritor. Uma delas: “Para a escrava sem nome do HMS Doddington, e sua filha Lucy, sua neta Peggy, sua bisneta Peggy, e seu trineto Hammett, todos nasceram, viveram e morreram como escravos”, escreveu o tenista ARTHUR ASHE (1943-1993), sobre os seus ancestrais, em “Off the Court”, 1982. Ele seguia o caminho aberto por Alex Haley (1921-1992) com “Roots: the saga of an American Family” em 1976, quando este transformou a sua genealogia em material ficcional, incentivando que outros afrodescendentes fizessem também a sua. No Brasil, Luís Gonzaga Piratininga Junior, em 1991, publicou “Dietário dos Escravos de S. Bento”, sobre uma parentela formada por escravos e funcionários do Mosteiro S. Bento em S. Paulo, da qual é parte. É bom ler.

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