Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

“(....) Both read the Bible day and night, / But thou read´st black where I read white (...)”, escreveu Blake. Isto também acontece na música. O compositor pensa uma coisa e o público pode entender de outra forma e até lhe dar novo uso. ...Duas canções populares são exemplos disto. “Sabiá” (1968), letra de Chico Buarque, era uma canção vista como de esquerda, porém nas reuniões fechadas da TFP até os anos Noventa os seus versos “(...) Sei que ainda vou voltar / para o meu lugar (...)” eram cantados como se fosse um desejo e o destino do antigo militante – que fora recrutado criança pelo professor C. S. M. para o grupo que deu origem ao núcleo místico da sociedade (Sempreviva), mas que Chico por interferência paterna o deixara. Na Guerra do Ultramar (1961-74) movida por Portugal um roquinho francês sobre desencontro amoroso cantado por Richard Anthony (ne Btesh) que tinha sido adotado pela Legião Estrangeira, foi adotado pela FT portuguesa e tornou-se um hino dos Comandos portugueses. No video há o uso da canção francesa. http://www.youtube.com/watch?v=OjezhsXDw2U

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