Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 20 de julho de 2014

Você se lembra de ter lido “O menino do dedo verde” quando chegou a escola? Pois o autor MAURICE DRUON (1918-2009) era francesíssimo, rosadinho, membro da Académie Française, detentor do prêmio Goncourt e lutara como résistant contra a invasão nazista. Apesar das aparências a sua biografia subterrânea estava muito longe da Gália. Isto se via pelos pais: Lazare Kessel, judeu de Orenburg (Império Russo) e Leonila Samuel, parcialmente judia e neta paterna de Antonio II, “rei da Araucânia e da Patagônia” (Nova França). O reino não é reconhecido pelas nações, mas, foi constituído em 1860 por um advogado francês no sul da Argentina e Chile, ao ouvir três mil chefes mapuches. Antonio II foi o terceiro rei deste território. Antes de ser rei, tinha passado pelo Rio de Janeiro com o seu nome burguês, Antoine Cros (1833-1903), onde teve como paciente o “colega” D. Pedro II. Fez amizades por aqui, tanto que casou-se com Leonila Mendes, filha de Odorico Mendes (1799-1864), tradutor de Virgílio e Homero e da estirpe dos Bequimãos do Maranhão, com quem teve a Juliette, mãe da Leonila Samuel.

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