Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 26 de julho de 2014

Tomar banho já foi um perigo. Não é preciso ter assistido Psicose de Hitchcock, nem ser o Cascão (personagem de Maurício de Souza) para concordar com a afirmação. Basta ver a biografia de MATEUS LOPES FRANCO, nativo de Lisboa e residente em Salvador. Pois o Mateus foi preso em 9 de outubro de 1619, denunciado anonimamente, dentre outras coisas por tomar banho aos sábados. Está no processo nº 3504 (Inquisição de Lisboa) movido a ele. O alcaguete e quem recebeu a denúncia inferiram, como o denunciado era cristão-novo e tomava banho justo neste dia, ele persistia na antiga crença, guardando o shabat. Mateus conseguiu escapar legalmente da acusação que podia lhe causar a morte na fogueira. Casou-se mais tarde com Leonor Ximenes de Aragão, descendente do último Rabino de Castela, Abraham Senior e tiveram uma importante descendência brasileira: Sorór Catarina do Monte Sinai, Condessa de Barral, Maria Amélia Cesário Alvim (mãe de Chico Buarque), Gastão da Costa Carvalho Vidigal, etc. IMAGEM 1 – Processo de Luís (irmão de Mateus, o processo de M. L. F. está se esfarinhando) Lopes Franco, nº 8187, 1618;

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