Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Se Sua Excelência, D. Francisco Javier Maria de la Paz Bernardo Eulogio Juan Nepomuceno Girón y Espeleta La Casas y Enrile, 2º DUQUE DE AHUMADA (1803-1869) pudesse voltar ao século XVI, subir numa daquelas pirâmides da Tenochtitlán (Ciudad do Mexico), olhar para a planície e tentasse encontrar naquela multidão em conflito um ancestral, provavelmente procuraria um castelhano ensanguentado, pois através dele, talvez pudesse chegar aos “reis godos” tão festejados pelos genealogistas. Mas não, o seu ancestral não estava nas ruas, e sim trancado num quarto escuro esperando os deuses chegarem, era o imperador-sacerdote asteca MOCTEZUMA II. Moctezuma Xocoyotzim (1446-1520) foi o penúltimo imperador asteca, porém os descendentes de sua linha dinástica receberam tributos pecuniários até o séc. XIX. Derrotado e morto, onze gerações depois nasceu o Sr. Duque, fundador da Guardia Civil espanhola. Hoje são 600 descendentes do infeliz monarca que vivem no México e mais 300 na Espanha.

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