Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Praga pega? De padre é pior? É possível que estas idéias passassem pela Sr ª Marie Eléonore de Maillé cada vez que recebia notícias do filho DONATIEN ALPHONSE FRANÇOIS, Marquês de SADE (1740-1814), quando tinha que abafar as façanhas do herdeiro. Não eram façanhas comuns; um dia ele torturou uma moça, depois envenenou outras, e assim continuou pela vida toda, buscando tirar prazer do sofrimento alheio. Até escreveu livros sobre isto (os trechos eróticos são em latim). A tara teria alguma relação com o passado familiar? O “religioso” italiano Francesco Petrarca (1304-1374) passava pela igreja de Avignon, quando viu Laure de Noves (1310-1348); tentou namorá-la, mas, foi ignorado. Petrarca aparentemente sublimou a paixão escrevendo poemas a amada (três foram musicados por Liszt) e praticando alpinismo. Laure casou-se com Hugues de Sade o x-avô do Marquês de Sade. A fama da Vovó tomada a Petrarca ficou na família, tanto que na geração posterior ao Marquês despirocado havia também outra Laure (1859-1936), de quem Proust decalcou a biografia para construir a Duquesa de Guermantes. O MARQUÊS de SADE não foi o inútil de tudo; se fracassou na vida, trouxe a palavra “sadismo” para os psicanalistas.

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