Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Para o país que precisava de mão de obra braçal aquele grego não era um bom candidato. Ainda mais quando ditou para a ficha consular: “Doutor Theon (...)” com todo o pirranço do emergente. Mesmo assim o cônsul Grieco – o Grieco (grego) era italiano e o Voulgaris (búlgaro) era grego – deferiu o seu pedido de entrada no país em 1950. Ainda bem que o Cônsul não associou o nome da mãe do interessado, Clio Voulgaris, ao primo dela Sotirios estabelecido em Roma, dono da loja de produtos de luxo, Old Curiosity Shop, conhecida depois como Bvlgari (um caso de betacismo, a troca do V pelo B). Pois o Dr. THEON SPANÚDIS (1915-1986), nascido em Esmirna, trocou a sua cidade, quando os turcos expulsaram os gregos locais, por Viena. Formou-se por lá numa área nova da medicina: a psicanálise e foi orientado por August Aichorn, pioneiro nesta ciência. No Brasil ele ficou longe da roça, exerceu a ciência até quando pode, colecionou arte nacional e escreveu poesia neo-concretista em português. Ele será encontrado nos seus trabalhos poéticos e nas 453 telas de sua coleção custodiada na MAC-USP.

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