Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O velho Anton von Zuben, dono da fazenda Tapera, comprou um revolver, colocou a fotografia do ex-capataz no bolso e avisou a família: “no dia que encontrá-lo, mato sem falar nada”. Tentaram dissuadi-lo, mas o suiço era inflexível. O capataz traíra a sua confiança e lhe passara para trás em questão de terras. Um dia ele encontrou o inimigo no centro de Campinas. Nem teve tempo para sacar a arma, morreu de infarto na hora (fui colega durante o ginásio dos seus netos: Antonio Carlos, um dos melhores jogadores de futebol que já vi; e a bela Lilian Maria). Ele fazia parte dos suiços de Obwalden que vieram para Jundiaí e depois Campinas no final do século XIX; como empregados do Barão de Jundiaí, era uma experiência para substituir aos escravos, mas, logo eles compraram 468 alqueires em Indaiatuba e se estenderam pela região. São os Ambiel, Amstalden, Bannwart, Wolff, Sigrist, Hoffstetter, etc. Católicos e pacíficos, o número de padres (eles falam kaplan) saídos desta colônia é grande. O atual responsável pela catedral campineira é o cônego Álvaro Ambiel. Hoje é aniversário de um deles (07/07). D. Constantino Amstalden (1920-1997), antigo Bispo de S. Carlos.

Um comentário:

  1. Muito legal essa história dos suíços. Não conhecia e como morador de Campinas fiquei interessado pelo conteúdo.

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