Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O seu rosto aparecia nos pesadelos das mulheres brancas de uma região que ia do Texas ao Arizona. Elas eram duronas, mas, ver-se na possibilidade de raptadas por aquele “selvagem”: deixar para trás a Civilização Ocidental, a Cristandade; gestos simples como arrumar o travesseiro dos filhos, era o Terror. Vários grupos militares saíram para pegá-lo, mas voltaram derrotados – ele nunca perdeu uma batalha. Apenas citar o nome do cacique QUANAH (Perfume), da tribo dos Comanches, marido de oito esposas e pai de vinte e cinco filhos, causava tudo isto. Isto porque não lhes conheciam a sua genealogia. QUANAH (1845-1911), era filho e neto de chefes comanches bem conhecidos pela bravura, porém, a sua mãe Nadua (Encontrada), trazia no nome indígena a sua biografia. Ela fora Cinthia Ann Parker, neta dos Taliaferros (o povo ancestral da Glenn Close, Jodie Foster e Muhammad Ali, de quem já falei), tomada como despojo de guerra aos nove anos e que se casara com o cacique Peta Nocona, e tivera três filhos, entre eles, o QUANAH. QUANAH terminou a vida como o companheiro de caçadas de Theodore Roosevelt e fundador da Igreja Nativa Americana.

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