Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O que estou fazendo por aqui? Deve ter pensando o imigrante EMIL ODEBRECHT (1835-1912) ao escrever no diário em Santa Catarina: “Comer traíras apenas e sem sal? Palmito não existe mais e caça rendosa não avistamos, há dias, (...) ” (09/2/1863). Ele que era filho de um casal bem-posto na Pomerânia: Louise Juliane Albertha L´Oeillot de Mars, de origem huguenote e August Odebrecht pertencente a uma parentela de juízes e pastores luteranos. Mesmo com todas as dificuldades ele ficou por aqui, onde casou-se com Bertha Bichels e geraram quinze filhos. Calcula-se que os seus descendentes estejam por volta de 1300 pessoas. NORBERTO ODEBRECHT (1920-2014), um bisneto de Emil, nasceu em Recife, mas, criou-se em Salvador. Desenvolveu uma empresa de construção que depois entrou em várias atividades de engenharia. É a mais bem-sucedida empresa baiana de sempre. Estima-se em 130 mil empregados pelo mundo. Uma empresa que também se preocupou com a Cultura nacional, ao instituir o PRÊMIO CLARIVAL DO PRADO VALADARES (1918-1983), em homenagem ao nosso primo, historiador e médico, casado com Érika, irmã caçula do Dr. Norberto, para financiar trabalhos históricos relevantes. O DR. NORBERTO morreu no sábado (19/07). Descanse em paz e que as novas gerações sigam o seu exemplo.

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