Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

No romance Tender is the night (1934) de F. Scott Fitzgerald, a personagem Maria Wallis atira no amante em uma estação ferroviária francesa. Leitores de jornais sensacionalistas logo identificaram na cena um flash da vida da americana ALICE DE JANZÉ, contumaz frequentadora destes periódicos e buscando mais atrás o Happy Valley no Quênia onde a encrenca fora gerada. ALICE DE JANZÉ (1899-1941), da multimilionária família Armour, já violara quase todos os parágrafos do código penal (faltava o homicídio), quando descobriu o Happy Valley no Quênia, colônia europeia onde nobres e milionários viviam num clima de pleno hedonismo, sem preocupar-se com as convenções. Ela se casara em Paris com um conde francês, piloto de corridas e amigo de Proust. O casal conheceu em 1925 o Conde de Erroll que os convidou a viver no Happy Valley. A figura mais conhecida do local era a baronesa Karen Blixen, autora de “A festa de Babette”. Lá, Alice enamorou-se do filho de um baronete (aquele em que ela atirou na Gare du Nord em Paris) e depois foi acusada de matar quem lhe convidara para aquele Xanadu, outro amante. É possível que ela tenha preenchido o álbum de contravenções. IMAGEM - Alice de Janzé e o leãozinho de estimação Samson.

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