Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Índio em filme americano morre sempre no final. E na vida? Claro que não, nem todos foram chacinados e nem ficaram confinados em “reservas”. Veja a trajetória de POCAHONTAS (Matoaka), a filha do cacique Wahunsunacock. Sabe aquelas histórias da genealogia brasileira – da avó pega a dentes de cachorro ou a laço? Pois foi algo semelhante. Ela foi capturada aos dezessete anos e batizada cristã como Rebeca. Apaixonou-se por seu mediador cultural ao Ocidente, capitão John Smith; mas, coube casar-se com o comerciante de fumo e viúvo, John Rolfe e tiveram ao filho Thomas. Seguindo o marido, foi a Inglaterra e lá morreu. A descendência de POCAHONTAS (1595-1617) é conhecida como os “Rolfes Vermelhos” e estão por volta de cem mil pessoas. São reconhecidos como pertencentes a FFV (First Families of Virginia), elite americana. É gente como o astrônomo Percival Lowell (1855-1916), o almirante Richard Byrd Jr. (1888-1957), o ator Glenn Strange (1898-1973), a socialite Pauline de Rothschild (1908-1976) e duas primeiras-damas americanas: Edith Wilson e Nancy Reagan.

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