Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Era temperamental e teve um cão perdigueiro chamado “Gaúcho”, mais conhecido na intimidade como “seu Arthur” (“homenagem” ao Marechal-presidente). Conheci o professor César, quando fui gerente de um banco em Barão Geraldo (Campinas). Ele descobrira algo chamado mesón pi, do qual não tenho a mínima compreensão e também não perguntei. Falávamos de números mais concretos, e nas brechas das conversas de serviço, dos Profetas bíblicos. Pelos tais mesón pi ele devia ganhar o Prêmio Nobel de Física em 1950 – mas quem levou o galardão foi o Sr. Powell (um dos integrantes da pesquisa). C´est la vie! CESARE MANSUETO GIULIO LATTES (1924-2005) nasceu em Curitiba, filho do gerente do “Banco Francês e Italiano”. Ele escolheu a Física, segundo o seu testemunho, pois o professor na época tinha três meses de férias e era bem remunerado, portanto uma boa profissão, se comparada as outras disponíveis. O seu pai que conhecia Gleb Wataghin, lhe apresentou, que o aceitou como aluno. César Lattes estudou, pesquisou e encheu lousas de cálculos pelo mundo, de Chalcataya a Chicago. Nos anos 60 veio para Campinas onde fundou o Instituto de Física “Gleb Wataghin” (UNICAMP). Você que já é mandarim ou candidato a ser, quando preencher o “Currículo Lattes”, lembre-se que é uma homenagem a ele. Hoje é o seu aniversário (11/07).

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