Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

É um triângulo isósceles: os dois olhos do touro e na frente está a vítima. A melhor estratégia é ficar parado, de frente para ele e só saltar ao lado quando ver o escuro dos olhos do atacante. Aprendi isto depois de ganhar uma cicatriz em forma de mapa na panturrilha direita ao tentar fugir de um boi pé-duro. Mas eu não precisei ser profissional, já para os meninos ciganos de Espanha é o modo de fugir ao destino miserável: tourear ou cantar, se não viram lixo humano. Com o MANOLETE também foi assim, filho, sobrinho, neto e bisneto de toureiros, não lhe restou alternativa ao ficar órfão, senão a fiesta brava. Dona Angustias (perceba o nome), a sua mãe, durante 508 noites (o número de corridas feitas por Manolete) ficou a espera da notícia aziaga. Ela chegou pela manhã. MANOEL LAUREANO RODRÍGUEZ SÁNCHEZ (1917-1947) aniversaria hoje (04/07).

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