Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 29 de julho de 2014

“(...) A semana portuguesa é hebraica – fenômeno único em todas as línguas modernas – em vez de latina, pois começa no domingo, antiga primeira-feira e termina no sábado, logo depois da sexta-feira, estando claro que o domingo foi introduzido posteriormente (…)”, li na revista O HEBREU em 1988. Sem entender bem o que o autor dizia, fui ao seu encontro. JONAS NEGALHA (1933 – 2007) morava num pequeno apartamento na avenida S. João (em S. Paulo) e sofria com o calor como um personagem de Malamud (v. o Oskar Gassner de O Nu Despido). Falamos por quase duas horas da tímida presença cristã-nova nos Açores – ele descendia dos mesmos Medeiros do Nordeste brasileiro, dentre outras coisas. Era um poeta místico na tradição ocultista-cristã. Conversamos somente aquela vez. Anos depois soube que ele tinha sido indicado ao prêmio Nobel de Literatura em 1970. Naquele ano ganhou Soljenítsin.

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