Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Quando a professora Anita Novinsky aceitou orientar-me no estudo dos descendentes contemporâneos de cristãos-novos, eu tinha um desafio, como fazê-los falar, excluindo os testemunhos baseados em “falsas memórias”. O recurso que me ocorreu foi ler memórias já publicadas, portanto, depoimentos espontâneos, não contaminadas por elas. Li centenas, uma que anotei foi do escritor MURILO RUBIÃO (1916-1991), cujos belíssimos e originais contos sempre tem como epígrafe uma citação bíblica, veterotestamentárias (só há uma do NT). Gosto incomum para um católico formado na Contra-Reforma: “(...) Apesar de meus pais serem católicos, não procuraram muito incutir nos filhos a religião, principalmente a minha mãe [Maria Antonieta Ferreira]. Aqui no Brasil são as mães que geralmente têm maior influência religiosa sobre os filhos. Sendo de ascendência judia, uma "cristã nova", a religiosidade de minha mãe era um pouco superficial e ela não sabia disso. Ela ia à missa aos domingos e pensava que tinha fé (...)”. O aniversário foi ontem (01/06), mesmo assim é bom lembrar o mágico Rubião. IMAGEM 1 – Murilo, o maiorzinho.

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