Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Pá-pá-pá. Todos batiam à porta do escritório de FRANCISCO OTAVIANO (1825-1889) com certo medo. Ele era um quadro do Partido Liberal. Editor, manejava o jornal criando atmosfera, para implantar a política de sua família política. Foi deputado e senador. Era Abolicionista e um dos negociadores na Guerra do Paraguai. É nome de rua pelo Brasil todo. Nas horas vagas, que eram poucas ele colocava no papel a sua concepção de mundo como poesia: “Morrer...Dormir... Nada mais! Termina a vida / E com ela terminam nossas dores: / Um punhado de terra, algumas flores, / E às vezes uma lágrima fingida! / Sim! Minha morte não será sentida; / Não deixo amigos, nem tive amores, / Ou se os tive, mostraram-se traidores, / Algozes vis de uma alma consumida. / Tudo é podre no mundo. Que me importa / Que ele amanhã se esb'roe e que desabe, / Se a natureza para mim é morta! / É tempo já que meu exílio acabe... / Vem, pois, ó morte, ao nada me transporta! / Morrer...Dormir...Talvez sonhar...Quem sabe? Imagine se ele tivesse ouvido o tango Cambalache.

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