Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O professor Coelho Neto do ginásio Culto à Ciência em Campinas era magrinho, feio, porém, elegante e tinha a mania de admirar e imitar os gregos, não os de Onassis, mas, os da antiguidade. Num país, onde os intelectuais possuem ainda o desprezo ao suor (o “defeito mecânico” de um ancestral servia para inabilitar os descendentes para integrar a nobreza ibérica até o século XIX), ele admirava o esporte como forma de educação. Coelho Neto ficou em Campinas quase três anos no começo dos Novecentos e depois rumou para a sua Atenas, no caso, o Rio de Janeiro. Lá escreveu mais de cem livros, foi um dos fundadores e presidentes da Academia Brasileira de Letras e principalmente educou os filhos para o esporte. Emanuel, o MANO (1898-1922), o filho mais velho, morreu de um ferimento em campo, agonizou nove dias depois de uma entrada violenta do defensor. Já o João, PREGUINHO (1905-1979) praticou vários esportes com sucesso e no dia 14 de junho de 1930, no jogo Brasil 1 x Iugoslávia 2, aos 61 minutos marcou o 1º GOL DO BRASIL NUMA COPA DO MUNDO. Obrigado, PREGUINHO. Amanhã é a Croácia (os dissidentes da velha Iugoslávia)...

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