Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O pintor Velázquez teve uma intuição no 1656. Entraria naquela família de algum jeito. Apesar de alguns impedimentos: era casado e exercia uma profissão subalterna, retratista – o primeiro deles só se casaria com uma princesa três séculos depois (o inglês Armstrong-Jones). Mesmo assim, Velázquez, entrou numa cena da família real, ainda que de fantasia. Fingiu pertencer a Ordem de Santiago (algo que veio depois) e posou junto a Felipe IV e Margarida de Áustria, a infanta Margarita, a lourinha no centro (o “retrato” servia para o tio e noivo Leopoldo I ver como ela crescia), e outros cortesãos. Anos depois, a sua filha Francisca Velázquez, começou a emendar o destino, teve a Maria Tereza, esta a Isidro Casado, este a Antonio Casado, e por sua vez, este a Enriqueta Casado. Enriqueta uniu-se ao Senhor de Reichenfels e tiveram a Federica Luisa de Reuss-Kostriz; esta, a Amelia de Solms. Amelia ao príncipe Ernst Christian Karl de Hohenlohe-Langenburg, este a Adelaide Victoria, e esta a Augusta Victoria; esta a Victoria Luisa, e ela rainha Federica. Federica a rainha Sofia e esta a D. Felipe de Borbón y Grecia (1968), futuro Felipe VI, de Espanha. Cumpleaños feliz te deseamos (05/06), señor DIEGO VELÁZQUEZ. IMAGEM: Las meninas o la família de Felipe IV, Velázquez.

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