Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O menino não se interessava por nada e quando se interessava, fracassava na empreitada. O pai, um homem importante, não sabia o que fazer com o filho. H. Ridder Haggard (1856-1925) não concluiu o curso superior. Desesperado o pai lhe mandou para África como secretário de um figurão britânico, onde além de não receber salários, a parte mais emocionante do trabalho era descobrir se colocava um “with compliments” ou não nas cartas. Foi nestas condições que assumiu a condição de aspone. Tudo arrumado para não dar certo mais uma vez. Porém imprevistamente ele foi mandado para o interior, ao Reino Banto de Balobedu, África do Sul, onde somente as mulheres ascendiam ao trono e ele conheceu a rainha Masalanabo Modjadji II (+1884). O encontro incendiou a sua imaginação. Ele deixou tudo para escrever um livro e conseguiu levá-lo até o parágrafo final. É o romance “She: A history of adventure” (1886), que lhe deu leitores fascinados por ele, como o Dr. Sigmund Freud e o diplomata Eça de Queirós, dentre tantos outros. A carreira de english writer decolou. Hoje (22/06) é o seu aniversário. Agradecimentos de um leitor apaixonado por sua criação.

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