Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 15 de junho de 2014

O FRANCISCO MONIZ BARRETO (1804-1868) ficava em silêncio por segundos, erguia a cabeça e descarregava uma enfiada de versos de improviso. Criava versos no momento conforme o mote dado, líricos, reivindicações sociais e escabrosos versos de corar serial killer em atividade – ele foi o primeiro brasileiro processado por pornografia. O seu filho, Dr. Rosendo, enquanto amputava pernas e braços avariados na Guerra do Paraguai, tinha o caderninho para anotar os versos que vinham a cabeça durante as operações. Durante gerações os M. B. de Jacuípe foram artistas bem-sucedidos. EROS VOLUSIA (1914-2004) trineta de F. M. B. não escapou a sina artística. Fascinada pelo movimento humano dedicou-se a criar uma escola de dança genuinamente brasileira, pois, tinha sólida formação, foi aluna de M. Olenewa, e conhecia as danças brasileiras, do cacumbe ao samba, passando pelo maxixe. Carmen Miranda copiou-lhe alguns gestos. Dançou no Brasil e no exterior, foi atriz em Hollywood e a única latina na capa da revista Life. Lembrei de sua arte hoje.

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