Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 29 de junho de 2014

Música não enche a barriga de ninguém. Enche a Alma, deve ter respondido o “tio” LIONEL BATISTE (1931-2012), o 16º filho de um ferreiro, que ganhou o quiabo diário exercendo o ofício de alfaiate no bairro Tremé, em Nova Orleans. Ao lado das agulhas e tecidos ele também foi músico, tocou vários instrumentos, mas, ficou no bumbo. O sepultamento do Tio Lionel seguiu a tradição negra local. O ataúde foi acompanhado por músicos, que abriram a seção tocando Just a closer walk with thee, melodioso hino batista do séc. XIX, já gravado pelos melhores cantores americanos (conheço pelo menos trinta gravações). O cortejo fúnebre é uma despedida alegre. É majoritariamente Católico Romano, mas percebe-se praticantes de outros ritos na despedida: no início um muçulmano carrega o caixão (de taqiyah na cabeça); mas, pouco sobrou da África ancestral, apenas os guarda-sóis enfeitados usados antigamente pelos dignatários africanos, as folhas de bananeiras que seguem a frente como insígnia... http://www.youtube.com/watch?v=9SzWx79Z9BQ

Nenhum comentário:

Postar um comentário