Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Mr. Cook ainda não tinha organizado a sua travel agency, quando o soldado LUÍS VAZ (1524-1580), desistiu de bivaquear e deu baixa da tropa. A sua fé de ofício registrava que estivera acantonado – tome um mapa a mão – em Goa, no Mar Vermelho, em Ormuz, em Macau, no rio Mekong, em Málaca, no Marrocos e em Moçambique, etc. Ele voltou para a Santa Terrinha, com a missão cumprida, não por derrotar os “turcos”, mas, por completar o trabalho que não lhe fora encomendado: “Os Lusíadas” - onde capturou a alma de um Povo e transmutou em letras, palavras e versos. Nada mais a fazer. Foi só esperar a Peste, que veio em 10 de junho - um dia como o de hoje. E no exílio; exílio sim, pois ninguém saiu da sua terra por que desejou: as Delmiras, as Eretianas, com os lenços na cabeça; os Joaquins, os Antonios, com os seus chapéus de baeta, discutem as “Palavras Cínicas” do Albino Forjaz, ouvem Amália e sabem que o Eusébio é bom, mas, também discutem em voz baixa o dia de voltar a Terra. Dia que talvez nunca chegará. IMAGEM 1: Luís Vaz de Camões por José Malhoa;

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