Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 7 de junho de 2014

Evidente que se ele quisesse sucesso pessoal não devia tentar o cinema, pois morreria no final. Assim ele buscou uma guerra de verdade e bem sangrenta, a II Guerra Mundial, fez sucesso e durou 93 anos. O menino navajo CHESTER NEZ (1921-2014) nasceu numa reserva indígena e cada vez que falava o idioma indígena era castigado com gargarejos de sabão de cinzas. Mesmo assim ele aprendeu a língua. Para evitar que o código de comunicações fosse quebrado, o Exército americano escolheu o vocabulário navajo adaptado (dada a raridade dos falantes) para transmitir movimentações de tropas, baixas, relatórios, coordenadas de alvos, o cotidiano bélico. Os operadores disto foram 29 rapazes navajos, que acompanhavam os pelotões e traduziam o conteúdo para a língua falada unicamente por eles. Por exemplo: batalha =lo-tso (baleia), alfa=wol-la-chee (formiga), tenente-coronel=che-chil-ser-tah (folha de carvalho de prata), etc. Os japoneses tentaram, mas, não conseguiram quebrar o código. O cabo CHESTER NEZ foi o último sobrevivente destes operadores. Morreu no último 4 de junho.

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