Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 14 de junho de 2014

Bem de vida, bonito e sabia contar uma história como ninguém. Também era um fio descapado, todo o mês tinha a sua crônica de brigas: na mão, no porrete e no ferrinho (o revólver). JOÃO SALDANHA (1917-1990) era assim. Filho de um caudilho gaúcho (Gaspar Saldanha) e primo do compositor Tom Jobim. Viveu aventuras que até Deus duvida. Foi um dos primeiros brasileiros a chegar em Auschwitz, conhecia Mao Tsé-Tung – foi dirigente do PC, etc. Jogou futebol com o mítico Heleno de Freitas, dirigiu no campo o Botafogo e montou a maior seleção brasileira de todos os tempos, a seleção de 70, “as feras do Saldanha”. Depois que lhe puxaram o tapete foi para o rádio ser comentarista de futebol. O comentarista tem a missão de explicar como vai ser o jogo e depois dizer por que não foi como ele disse. Ele tem vinte minutos para prender o ouvinte e não deixá-lo que abandone a transmissão enquanto não há jogo. Os melhores, para mim, foram Mário Moraes (1925-1988), Lauro Quadros, Jorge (“Jorginho”) Nunes (1951-2014) e top, o Saldanha. Ele morreu na Copa em Roma.

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