Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 8 de junho de 2014

A vida do Homem desliza como se ele estivesse num palco, alguns prestam atenção no personagem, outros, nem tanto. Um dia ele morre, vem o luto como o barulho do vento entre os bambus, depois, tudo volta a calmaria como se nada tivesse acontecido. Isto também foi com FRANCISCO GLICÉRIO de Cerqueira Leite (1846-1916). Neto de escrava, nenhum dia de escola; fez o que pode. Tipógrafo, professor primário e rábula; porém a política lhe deu escada para ser visível, ajudou a derrubar o Imperador, discursou como vereador, deputado e senador. Ministro da Agricultura, da Justiça e até General (ele que foi paisano a vida toda). Entrou numa conspiração que quase matou o presidente Prudente de Morais. Mas um dia chegou o ponto final... Aí voltou para casa, desembarcou na estação ferroviária de Campinas, o cortejo foi para a Catedral (na hoje Avenida F. G.) e depois seguiu para o Cemitério da Saudade, onde chegou o silêncio para si.

Um comentário:

  1. Oi Paulo, boa noite.

    Gostei muito do texto. Escrito com muita sensibilidade e sem recurso à grande religião do maniqueísmo, que grassa nesses tempos bicudos.
    Não sei a configuração de seu computador, mas o "para si" do final (no meu computador), ficou numa linha isolada depois da fotografia. Talvez uma reedição traga essa linha para o corpo do texto.
    Abraço.

    Ângelo Emílio

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