Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A banca de penhores de ABRAHAM e SOL OURO em Barcelos tivera dias melhores, pois, chegara a trabalhar para os fidalgos Braganças. O herdeiro SHEMTOV, conhecido por Santo Fidalgo, teve azar, pois viveu a fase de transição, comercial e religiosa. Converteu-se, porém não adiantou muito, pois continuou pagando tributos especiais. Não conseguiu transmitir patrimônio aos heréus. Os seus descendentes começaram a espalhar-se pelo reino. No desterro está a lavoura do português. O bisneto de Shemtov b. Abraham ou Santo Fidalgo, DUARTE de SÁ tomou uma casquinha de noz para a Índia em 1653. Sabia mercar, ler e escrever, podia encontrar o seu pote de ouro por lá. Infelizmente o barco arrebentou-se num lugar de nome estranho: Tatuapara. Nadou ou deixou-se levar pela correnteza. Chegou a Torre de Garcia d´Ávila, onde contou bois e vacas para o Morgado e depois pulou para Recife onde assentou-se. O CHICO BUARQUE que aniversaria hoje (19/06) é da semente de Duarte de Sá. IMAGEM – C.B. de H., antes de aprender a criar palíndromos e capicuas.

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