Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Vocês ainda estão esperando? Não se cansaram? Eles eram motivo de risos nos arredores de Sevilha. No momento favorável os lentos ou “cansados” (cansino) de esperar o Maschiach fugiram para o norte da África e ali se tornaram rabinos e tradutores. Outros ficaram: Joaquín Cansino Espinal foi dos que ficaram em Paradas, criando gado. O seu filho, Antonio Cansino Avecilla, deixou a fazenda e tornou-se guitarrista e bailarino; o filho dele, Eduardo Cansino Reina, seguiu o caminho paterno e dançou na América, lá teve uma filha, Margarita Carmén Cansino. Era Margarita Carmén, mas, apresentava-se como RITA HAYWORTH (1918-1987). Era americana, mas, também espanhola e aqui se complicava outro tanto, pois, para ser uma verdadeira bailaora de flamengo, tinha que portar-se como cigana. O seu cotidiano era mais complicado do que os scripts que interpretava. Ela chegou a ser princesa de uma seita xiita ao casar-se com o príncipe Ali Aga Khan. Eram tantas máscaras que ela não pode se entender no labirinto em que entrou. Saiu dele num dia como hoje (14/05).

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