Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 24 de maio de 2014

“Você já foi a Camargá?”. É a senha de reconhecimento entre ciganos europeus. O sim, já permite uma conversa sem subterfúgios, entre iguais, onde se pode falar o romani ou a geringonça como diziam as autoridades luso-brasileiras, sem medo. Camargá é Sainte Maries de la Mer na França e onde há um templo católico com uma imagem negra que os católicos chamam de santa Sara e os ciganos vêm-na como a deusa Kali ancestral. Sem combinarem uns com os outros, os ciganos vão para ali no mês de maio, desde celebridades como Camarón de la Isla, os ricos Bresciak de Campinas e a multidão de pobres ou miseráveis que pode chegar até lá, onde todos se igualam no encontro com o passado mítico e os semelhantes. No momento os cavalos já colocam as patas no Mediterrâneo. A festa é hoje (24/05).

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