Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tomei algumas resoluções na adolescência, para quando me fizesse adulto: deambularia pela “Rota da seda”, subiria o Everest e depois assentaria praça na Legião Estrangeira. Infelizmente cumpri o destino de Moisés – não entrei em nenhuma Terra Prometida. Não fui romeiro na estrada chinesa, não usei o quepe branco dos mercenários napoleônicos e o máximo que subi, foi num morro em Anchieta. Para mim, estar no cimo de qualquer montanha é uma experiência metafísica, nada em relação a altura, mas, para buscar compreender o contido no vazio ao redor. Você me entende, não é Sr. Spinoza? Durante anos li sobre o alpinista Hillary que foi o primeiro homem conhecido a subir no Everest, junto ao auxiliar, o indígena TENZING NORGAY (1914-1986). A façanha dos dois marcou-me tanto, que pensei em reproduzi-la, não pelas glórias esportivas, mas, para usá-la como instrumento de conhecimento ou pelo menos para respirar melhor. Num dia destes (09/05), Tenzing morreu, lá na sua aldeia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário