Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Quem já viu a fotografia de William S. Burroughs (1914-1997) não imagina que ele seja um escritor beatnik, tal a sua carranca que só falta latir e estar sempre vestido como um meirinho que vai entregar a intimação a um banqueiro. É verdade, o hábito não faz o monge. Pois, o Dr. JONATHAS ABBOTT (1796-1868), também foi assim. Nascido na Inglaterra, veio para Salvador como cavalariço e a custa de muito esforço se formou médico. Ele foi o primeiro a atender a sangueira que foi a Guerra dos Malês, basicamente amputando braços e pernas. No trato pessoal era seco, porém, deixou um diário secreto, onde registrou o seu gosto pelas mulheres, temperado pelo senso de humor e de brasilidade. Em 28 de junho de 1831: no Jardim Botânico de Marselha ele anotou: “Lá vi uma bela coleção de plantas exóticas; tirei o chapéu a uma bananeira, tão satisfeito fiquei de ver uma patrícia, mesmo entre as plantas (...) ”

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