Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 18 de maio de 2014

Perdoem-me as outras, mas, uma das cinco cidades mais bonitas do mundo foi Samarcanda, principalmente o seu Ragistão, a praça central. Por ali caminhou Omar, filho de Ibrahim, o Tendeiro (Khayyami), criador do “x” (shay, algo, em árabe) nas equações; como também caminhara Mohammed, filho de Musa, o Khwarizmi (pois era nascido em Khwariz, 780-850), conhecido por ter dado o seu nome ao “algarismo”. Ambos matemáticos e no caso de Omar (1048-1131), também poeta. É de Omar Khayyam: “Eu estava numa olaria e mil ânforas murmuravam. / Então uma delas disse: “Silêncio, deixem/ que esse homem se lembre dos oleiros / e dos compradores de ânforas que já fomos” (trad. Alfredo Braga). Tragam vinho, pois, ainda é o seu dia (18/05), said Khayyan.

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