Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O pardal (piaf) veio do Levante. O marroquino Saïd ben Mohammed buscou abandonar a pobreza migrando de Mogador para a França, indo trabalhar como contorcionista num circo. Lá conheceu a italiana Margaritta Bracco, porém ele morreu muito jovem e deixou uma filha, Aïcha, que também continuou trabalhando no circo. Aïcha casou-se com o francês Eugene Maillard e tiveram em Livorno a filha Anetta. Anetta tornou-se cantora sob o nome de Line Marsa. Anetta ou melhor Line Marsa casou-se com outro circense, Louis Gassion e tiveram uma menina a quem deram o nome de Edith, que esteve cega na infância e foi criada pelas prostitutas de um bordel que pertencia a um familiar. Como se percebe esta genealogia parece uma versão do poema “Túnica inconsútil” de Jorge de Lima (vale a pena ler)... Edith Giovanna Gassion (1915-1963), ou melhor EDITH PIAF, não precisou cantar no circo, mas, fez para plateias maiores (e melhor remunerada), mesmo assim ela não conseguiu superar as humilhações ancestrais e pessoais e morreu aos 47 anos. Ela nasceu em 19 de dezembro de 1915.

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