Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O capitão inglês C. H. M. Knight (1900-1968), modelo do personagem “M” (de Ian Fleming, 007) farejou algo estranho: o jovem e alcoólatra CONDE HOWARD DE EFFINGHAM estava gastando dinheiro as mãos cheias, apesar de a família ter cortado a sua mesada. Investigou e descobriu, o Sr. Conde tinha casado com uma estrangeira em troca de polpuda soma, mas não vivia maritalmente com a “esposa”. Logo identificou a moça, MARIA MALWINA GERTLER, vinda da Hungria e o seu companheiro franco-polonês Edward Weisblat, traficante que vendia armas para os dois lados no conflito espanhol. Descobriu que ela plantara um cozinheiro na mansão Churchill e através dele, tivera o acesso e seduzira homens como o filho do dono da casa (Randolph Churchill), o príncipe Habib Lotfallah, que projetava criar um reino pan-semita (muçulmanos, judeus e cristãos) com capital em Beirute ou Jerusalém, potencial cliente de W. no comércio de armamentos. O capitão Knight prendeu MARIA MALWINA GERTLER em 1941 e colocou-a na prisão de Holloway, com o intuito de “desprogramá-la”. Mostrou o pequeno cemitério das espiãs ali fuziladas para convencê-la da oferta. Ela aceitou a nova empreitada em troca de exílio anônimo em alguma possessão britânica. Assim ela veio para o Rio de Janeiro e Petrópolis, onde durante algum tempo recolheu as informações pedidas entre a upper class visitada (o título de nobreza facilitava isto)....e depois desapareceu.

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