Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

“- Não chegue perto de mim”. - “Não compreendo o que o Sr. está falando”. A torre de Babel instalou-se naquela partida entre Ingleses e Argentinos, na Copa de 1966. Herr Kreitlein, alemão, árbitro caseiro (o que na dúvida apita para o dono da casa), não entendia o que o volante argentino ANTONIO UBALDO RATTIN (1937) queria lhe falar em español. Como os argentinos sempre tiveram (má) fama de catimbeiros, malandros, ele não teve dúvidas, botou o reclamão para fora. Com toda a má vontade possível ele saiu, não sem antes desrespeitar a Union Jack e aos gritos de “animal” dos 90.584 espectadores. Mas, sempre na pataca do velhaco o diabo tem três quartos. Se Rattín foi expulso injustamente pela má fama e o tamanho gigantesco, a Alemanha posteriormente foi derrotada pela Inglaterra numa arbitragem bem suspeita. O resultado do conflito foi a institucionalização dos cartões vermelho e amarelo pela FIFA. E Rattin virou deputado.... Hoje é o seu aniversário (16/05), Feliz cumpleaños, señor Rattin.

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