Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Há dezenas de nomes que identificam elites locais. Talvez o mais conhecido seja o acrônimo que resume a elite americana, WASP: branco, anglo-saxão e protestante (white, anglo-saxon and protestant). Menos conhecido é o HSP, que designa um pequeno grupo da elite econômica francesa: Alta sociedade protestante (Haute Societé Protestante). São poucas famílias, minoria num país católico, reunidas pela endogamia, que partilham valores comuns e solidários entre si. São alguns deles: Schlumberger, Guerlain, Hermès (o das bolsas), Peugeot (os automóveis), Pathe (o cinema), de Dietrich, Nègre, Mallet, Courvoisier, Odier-Bungener, Neuflize e Hottinger. Vários HSPs passaram pelo Brasil: JEAN-PIERRE MALLET, 6º Barão de Chalmassy (1915-2003) é um deles. Ele foi gestor e maior acionista do banco fundado por seu sexto avô Isaac Mallet (1684-1779) em 1773. O nome atual do banco: NEUFLIZE-OBC (Neuflize Schlumberger Mallet), expõe as relações genealógicas entre eles.

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