Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

sábado, 31 de maio de 2014

Agradeceu a oferta da conversão honrosa feita pelos clientes, os Reis Católicos, e recomeçou a vida já velho num lugar mais tolerante que a Espanha. Foi assim que o financista português ISAAC ABRAVANEL (1437-1508) enfrentou a expulsão dos judeus e partiu para “aonde levasse o vento (...)” como escreveu no exílio. Ele chegou a Nápoles e morreu em Veneza, os seus filhos em Salônica, e mais tarde, alguns descendentes acompanharam as tropas napoleônicas que foram em direção ao ermo russo. Ficaram por lá. Séculos depois, o estalageiro Ossip, passou o único patrimônio familiar, a árvore genealógica da linhagem que chegava até o primeiro Abravanel, para o filho Leopold. LEOPOLD (1862-1945) tornou-se pintor de sucesso, mas, perdeu o cartapácio genealógico numa mudança de casa. O filho, BORIS PASTERNAK (1890-1960) escreveu ficção e poesia, mas, acertou em cheio com “Doutor Jivago”. As conveniências da “Guerra Fria” lhe deram o Nobel de Literatura em 1958. O pintor Leopold morreu num 31 de maio e o filho Boris no dia anterior, em anos diferentes. B. L. Pasternak foi sepultado como cristão ortodoxo. IMAGEM – Boris, a esposa Yevgenia e o filho Yevgeny.

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