Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

domingo, 20 de abril de 2014

Se me perguntarem qual a paisagem natural mais bonita que já vi, não tenho dúvidas, é a freguesia de Mazouco, no concelho (é com “c” mesmo) de Freixo de Espada a Cinta. Por vários motivos, principalmente os de ordem econômica, ela é uma área de emigração. Há no Brasil mais gente de Freixo no que no próprio concelho. Lá no final do século XVIII mourejaram por ali os SANCHES-MASSA, de vaga origem cristã-nova, que compravam mercadorias no lado espanhol e revendiam no português, ou vice-versa. Destes, uma casou-se com um Guerra, enriquecido no Maranhão e deles nasceu o poeta GUERRA JUNQUEIRO (1850-1923). Outro Sanches Massa migrou para a Paraíba e deu o poeta AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914). AUGUSTO DOS ANJOS é uma espécie de Raul Seixas na literatura. A sua poesia foi consumida em todas as classes sociais. Quem não se lembra de anotar no caderninho: “Sou uma Sombra! Venho de outras eras, / Do cosmopolitismo das moneras... / Polipo de recônditas reentrâncias, / Larva do caos telúrico, procedo / Da escuridão do cósmico segredo, / Da substância de todas as substâncias (...)”. Feliz aniversário (20/04), professor Augusto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário