Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Quando o Arlindo Silva (1924-2011) começou a escrever a biografia do empresário e apresentador de TV SILVIO SANTOS (Senor Abravanel), “A fantástica história de Silvio Santos” (2000), perguntou ao biografado, dados de sua família na Europa. Silvio respondeu: “tem um maluco aí que sabe mais de minha família que Eu. Procure-o (...)”. O meshíguine era eu. Foi assim que nos encontramos na casa de Guilherme Faiguenboim, presidente da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil, para falarmos dos Abravanéis. Parentela salonicense que viveu na Espanha e Portugal e com a expulsão dos judeus da Península Ibérica, alguns deles foram para a Salônica; cuja personagem mais importante foi o lisboeta ISAAC ABRAVANEL (1437-1508), comentarista bíblico e financista bem-sucedido. Foi ele quem assessorou ao português D. Afonso V e aos Reis Católicos espanhóis. Silvio é o seu 15º neto por varonia. Fiquei muito feliz em conhecer o repórter A. S., jornalista de longa carreira, basta dizer que ele estava no Catete quando o Dr. Getúlio suicidou-se. Troquei figurinhas com ele e aprendi mais algumas coisas. Contei esta historinha, pois, ela também adequa-se ao ciclo da Páscoa (Pessach). Os Abravanéis que descendem do rei David, descendem também de um personagem obscuro, mas, extremamente importante: Naason (a sua irmã Elisheba foi casada com o sumo-sacerdote Aarão), quando todos temiam entrar na água, ele tomou a frente e foi o primeiro homem a entrar no Mar Vermelho …

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