Quem sou eu

Campinas, S. Paulo, Brazil
Historiador, Mestre em História Social (USP). Autor de "A presença oculta. Genealogia, identidade e cultura cristã-nova brasileira nos séculos XIX e XX": co-autor do "Dicionário Sefaradi de Sobrenomes / Dictionary of Sephardic Surnames" , "B.J. Duarte, caçador de imagens" e “Os primeiros judeus de S. Paulo - uma breve história contada através do Cemitério Israelita de Vila Mariana”.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O sol estaciona na sua jornada pelo éter. Ele esconde a sua face (hester panim) enquanto a Criatura toma para si o ofício de tirar a vida, que é prerrogativa divina, pois, a guerra só tem um crime: perdê-la. É a descrição comum a quase todas elas. Foi assim na Guerra do Paraguai (1864-1870), quando reaprendemos a falar línguas nativas e descobrimos que o escravo africano era brasileiro: Avaí, Cerro Corá, Curupaiti, Itororó, Jataí, Piquissiri, Humaitá e Tuiuti – esta, uma da mais sangrentas batalhas das Américas, depois de cinco horas de combate, de treze a quinze mil soldados – todos “meninos de suas mães” tinham perdido as vidas. Era o caminho para a vitória em AQUIDABÃ, onde o insano López pagou o seu atrevimento. AQUIDABÃ tornou-se então nome de cidade em Sergipe, navios de guerra e centenas de ruas e avenidas por todo o país (ou 1º de Março, data do episódio). Moro numa delas, em Campinas, cercada por outros nomes de batalhas e dos generais que ganharam a Guerra: Caxias e Câmara. É pacífica, mas, quando saio na madrugada, ainda encontro alguns zumbis dopados pelo crack, com que atravessaram a noite na sua aflição pessoal. Daqui a dez minutos a pé estou no campo da Ponte Preta (Estádio Moisés Lucarelli) ou no Bosque dos Jequitibás, onde vivem as tartarugas (Genoveva e Timóteo) do Pai. Mas isto é outra história …

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